27 de agosto de 2010

Feios, Scott Westerfeld


Feios é o primeiro livro de uma série distópica do autor Scott Westerfeld, lançado no Brasil pela Galera Record.

Tally é uma "feia" de quase 16 anos, esclarecendo: nesse não-admirável mundo (criado pelo autor) todos são considerados feios depois da infância, essas criaturas intermediarias aguardam (na Vila dos Feios) ansiosamente durante parte da adolescência o aniversário de 16 anos - dia em que passam por sua 1ª grande cirurgia que os transformam em Perfeitos, no procedimento “consertam” tudo - ossos, músculos, olhos, cabelos,... - e depois os jovens podem ir morar do outro lado do rio, na cidade da festa sem fim - Nova Perfeição. Tally esta triste, pois seu melhor amigo Peris já se tornou Perfeito e agora ela vai ter que ficar três meses, feia e sozinha, aguardando sua sonhada transformação. Como os feios tem uma vida um pouco chata e infeliz - afinal são lembrados diariamente de como são horríveis - costumam criar confusão por diversão; Tally que sempre teve talento para quebrar as regras, resolve ir visitar o amigo. Em sua 1ª aventura sozinha conhece Shay - outra feia que era a mais nova no seu círculo de amizades - por afinidade e solidão as duas acabam ficando próximas rapidamente. As duas começam a fazer passeios cada vez mais ousados, fora das linhas da cidade - comentei que fazem isso em pranchas voadoras? sim o que De volta para o Futuro prometeu e não cumpriu - é comum nessa narração. As garotas vão até Ferrugem, escombros da antiga civilização de loucos que destruíam a natureza com seus excessos, local agora utilizado apenas para ilustrar as aulas de História. Shay demonstra em vários momentos a sua aversão a cirurgia e aos Novos Perfeitos - que parecem sempre tão fúteis além de parecidos demais uns com os outros, ponto que elas discordam, pois o sonho de Tally é ser Perfeita. Entre uma discussão e outra sobre o assunto, Shay conta à amiga que existe uma opção diferente para o futuro, um lugar chamado Fumaça - onde todos são normais (seja lá o que isso significa) e vivem de maneira diferente, sem as modernidades da cidade - sem cirurgias e sem auto depreciação. Tally, que achava a sua situação atual praticamente boa (exceto a feiura), afinal agora tinha uma amiga com quem partilhava o dia de aniversário, ou seja, sem mais despedidas, descobre que Shay sumiu apenas uma semana antes da cirurgia e desse momento em diante o seu futuro parece cada vez mais incerto. A verdade não é tão linda e o mundo perfeito que foi prometido à vida toda passa a se desmanchar bem na sua frente, ela é obrigada a aprender rápido entre outras coisas quem são os seus verdadeiros amigos.

O livro é genial, o aspecto político é bem desenvolvido e ainda assim acessível e fácil de acompanhar. Uma bela crítica à sociedade, as prioridades e valores - é uma leitura que rende uma boa reflexão. Os personagens foram bem trabalhados, têm personalidades completas, complexas. Tally é uma boa protagonista, exatamente por seus muitos defeitos, ela é obcecada pelos Perfeitos, é interessante acompanhar seus questionamentos e dúvidas. Além de ser uma trama inteligente, é uma leitura envolvente de entretenimento, com reviravoltas e conflitos. Recomendo!
.
Título: Feios
Autor: Scott Westerfeld
416 páginas
Editora Galera Record
Série Feios:
  1. Feios (Original: Uglies)
  2. Perfeitos
  3. Especiais
  4. Extras

25 de agosto de 2010

A Batalha do Labirinto, Rick Riordan

No 1º livro da série - Percy e seus amigos tem que descobrir o paradeiro do raio-mestre de Zeus, no 2º - além de Grover estar desaparecido em sua busca por Pã, Percy e os outros estão buscando o Velocino de Ouro para proteger o acampamento e no 3º título da série - o meu favorito até agora - Annabeth e a Deusa Ártemis sumiram durante uma batalha.

Em A Batalha do Labirinto, Percy conhece criaturas estranhas novas na 1ª visita ao seu novo colégio e reencontra Rachel Elizabeth Dare - jovem que o ajudou no livro anterior, como a situação na escola saiu do controle ele se viu obrigado a voltar ao acampamento Meio-sangue para esperar as coisas acalmarem. Chegando lá ele fica sabendo que a situação esta difícil para todos e que o exército de Cronos (e Luke) esta cada vez maior e mais bem preparado. Agora os inimigos já tem um plano sólido de ataque ao acampamento e o perigoso Labirinto de Dédalo é a peça chave dele.

A querida (e agora um pouco ciumenta) Annabeth finalmente recebe a sua missão, uma expedição ao Labirinto para encontrar Dédalo e/ou impedir o exército, esse era para ser um fato feliz para ela mas a profecia é bem desanimadora. Na nova aventura ela vai ter a companhia de Percy, Tyson (fiquei muito feliz com a volta dele) e Grover (que precisa mais do que nunca achar Pã). É claro que muito vai acontecer no Labirinto, fora as lutas e seres que precisam ser enfrentados - o próprio labirinto é traiçoeiro e cheio de obstáculos. Achei legal terem apresentado a história de Dédalo, foi muito bom para tentar entender as razões das suas escolhas. Apesar da narração ter vários momentos cômicos, ela tem uma cenário bem sombrio - a idéia de fim (e não só no sentido de morte física) esta presente o tempo todo - e tem elementos realistas (até demais) para refletir. O autor desenvolveu as mudanças dos lugares para os EUA de uma maneira criativa e parece que sempre "amarra" bem as histórias - como fez com o encontro de Percy e cia com Nico. Não quero contar muito para não estragar, mas tenho que dizer que a oferenda de Mc Lanche aos espirítos foi demais para mim, podia ter ido dormir sem essa; fora isso ... recomendo e que venha O último Olimpiano.

Título: A Batalha do Labirinto (livro 4)
Autor: Rick Riordan
367 páginas
Editora Intrínseca
Série Percy Jackson & Os Olimpianos
  1. O Ladrão de Raios
  2. O Mar de Monstros
  3. A Maldição do Titã
  4. A Batalha do Labirinto
  5. O Último Olimpiano
Extras:

23 de agosto de 2010

Kafka à Beira-Mar, Haruki Murakami

Capa da edição de Portugal
"Há diversos tipos de solidão."

Um livro maravilhoso ... brilhante ... misterioso.... surpreendente e como é um romance que vai além da realidade - fica bem difícil de comentar e realmente conseguir passar tudo que a leitura proporcionou, mas vou tentar. A narração acompanha paralelamente 2 personagens - um capítulo para cada (ainda não decidi qual mais me impressionou):

Kafka é um adolescente de 15 anos que decidiu fugir de casa pois uma estranha profecia indicava um caminho a seguir, fora que fazia muito tempo que não sentia o local como um lar, a mãe o abandonou ainda muito pequeno e levou a sua irmã junto. Esse personagem é muito cativante, ele é inteligente, maduro e muito corajoso. No percurso de sua viagem conhece Sakura, uma garota/mulher alguns anos mais velha que o atrai em vários sentidos. Quando Kafka chega ao seu destino - Takamatsu - cria uma rotina de exercícios na academia e leituras na incrível Biblioteca Memorial Komura, onde conhece Oshima - o auxiliar do local, um personagem genial - e a enigmática Sra. Saeki, e a chegada a esse lugar é crucial para o desenvolvimento dele e de sua história.
- Na Antiguidade, a humanidade não era composta apenas por homens e mulheres, mas por três tipos de seres: homem-homem, homem-mulher e mulher-mulher.... E todos estavam satisfeitos com essa situação, e viviam em perfeita harmonia. Mas então, Deus usou sua lâmina e cortou todos eles. Separou-os em duas metades. Em consequência, o mundo se povoou apenas de homens e mulheres, os quais passam agora suas vidas inteiras vagando de um lado para o outro em busca das metades perdidas.
Nakata é um senhor idoso que passou por um estranho episódio na infância, esse momento o fez regredir - esqueceu tudo que havia aprendido e agora - segundo ele mesmo diz - tem a cabeça fraca. Apesar de ter perdido algo durante o tempo que ficou inconsciente aos 9 anos, quando acordou descobriu que tinha o dom de falar com gatos. O Nakata pode não ser como as outras pessoas, a sua mente funciona de maneira diferente, mas achei que ele esta longe de ser cabeça fraca, além de sensível aos outros seres é muito mais realista e consciente que muita gente por aí. Além de totalmente original, a história desse personagem me conquistou desde o início. Como ele recebe um pensão precária do governo, por ser deficiente, ele faz bicos procurando os gatos desaparecidos da vizinha, me diverti muito com as conversas que ele teve com os gatos pela rua enquanto buscava a gatinha Goma.

Kafka e Nakata vão seguir uma jornada de auto-conhecimento (como diz na contra-capa), afinal ambos estão incompletos como pessoas. O garoto tem que enfrentar a maldição que o persegue e o velho tem que encontrar parte da sua essência que lhe foi tirada. Claro que que o caminho dessa dupla improvável vai se cruzar, como tudo acontece no seu devido tempo, viagens por outras dimensões e fenômenos naturais "impossíveis" são apenas alguns dos acontecimentos necessários para o destino deles seguir o seu curso. O leitor vai ter o privilégio de descobrir/comparar a verdade sobre esse dois - através de referências a cultura pop e clássicos da literatura - principalmete as tragédias gregas - o que é claro, só tornou a leitura mais rica.
"A felicidade é uma alegoria, a infelicidade é uma história." (Tolstoi)
Não sei se consegui transmitir tudo o que pretendia, a narração é muito maior e mais desenvolvida do que eu resumi aqui, mas a verdade é que durante a leitura eu pensei em muitas teorias sobre o que aconteceria a seguir e o que cada personagem representava, e é claro que cada leitor vai ver da sua maneira, então só posso dizer que recomendo e que vale muito a pena descobrir os significados de Kafka à Beira-Mar.
Título: Kafka à Beira-Mar
Autor: Haruki Murakami
571 páginas
Editora Alfaguara

    13 de agosto de 2010

    Cotoco, John Van de Ruit

    A leitura do diário de John "Cotoco" Milton foi uma feliz surpresa que tive esse ano, resolvi ler por que adoro histórias que acontecem em internatos, mas não imaginava que fosse gostar tanto, amei - a idade do garoto não devem enganar o leitor (que tiver esse tipo de preconceito), a narração é inteligente e bem escrita, pode agradar a todos da idade do Cotoco em diante.

    O diário inicia no dia em que John esta tentando sair da garagem de casa com seus pais excêntricos para iniciar a viagem até o internato para garotos onde ganhou uma bolsa de estudos. O garoto além de inteligente, talentoso e engraçado é modesto pois insiste não fazer sentido ter recebido a tal bolsa, e essa é só uma das razões para adorar ele. Na escola ele logo conhece os colegas de quarto que juntos serão os 8 loucos - Rambo, Cachorro Doido, Simon, Vern, Lagartixa, Barril, Esponja e claro John será Cotoco, por sua resistência em entrar na puberdade rsss.

    A narração é feita toda em forma de diário, é claro, e isso aproxima bastante o leitor. O professor de inglês - Guv - é um dos personagens que rouba a cena, apesar de ser perturbado é muito legal e bom amigo; os monitores também acrescentam bastante a história, cada um da sua maneira; ah e a Avó dele - Wombat - ela é hilária. Claro que em uma escola de garotos um dos assuntos principais são as meninas/mulheres, e isso fica por conta da professora de Teatro - Eva (Sra. Wilson), da Sereia (filha da amiga da mãe do Cotoco), Amanda, Christine e a Julia Roberts.

    Já ia esquecendo de comentar um fato importante, a história se passa em 1990 na África do Sul, época em que Nelson Mandela saiu da prisão e essa parte política também é abordada no ponto de vista desses jovens. Cotoco que vivia completamente alheio a essa realidade se junta a Sociedade de Assuntos Africanos, e isso abre a mente dele.

    Então nesse 1º ano letivo de Cotoco vamos acompanhar a evolução dele como pessoa, fazendo amigos, lendo vários livros (inclusive O Senhor dos Anéis ou O Melhor livro de todos os tempos), descobrindo novos talentos e o amor (quem sabe) - e tentando não morrer de vergonha dos momentos que os loucos e os pais fazem ele passar ele. Esse livro é garantia de diversão (não se engane tem drama também), recomendo!

    Título: Cotoco - O diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos
    Autor: John van de Ruit
    Tradução: Marcelo Mendes
    392 páginas
    Editora Intrínseca
    Série:

    • Spud / Cotoco - O diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos
    • Spud - The Madness Continues (ainda sem previsão)
    • Spud - Learning to fly

    A versão para o Cinema tem previsão de lançamento em Novembro/2010 na Africa do Sul.

    6 de agosto de 2010

    90 Livros Clássicos para Apressadinhos, Henrik Lange

    Esse livro eu tive a sorte de ganhar em um sorteio pelo Twitter da Editora, achei a idéia e a execução excelentes, os 90 clássicos são apresentados no seguinte formato:
    O autor resume em 3 quadros (na medida do possível) de forma inteligente e engraçada 90 clássicos (alguns foram estranhos de ver classificados assim) da literatura, entre eles: Romeu e Julieta - Shakespeare, Bíblia, 1984 - George Orwell, O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams, O Código da Vinci - Dan Brown, Factótum - Bukowski, A Laranja Mecânica - Burgess, O Senhor dos Anéis - Tolkien, ... e muitos outros. Adorei as ilustrações e aviso que o humor é para um público mais adulto. Além dos apressadinhos, quem ama os livros em geral também pode curtir por pura diversão e para aumentar a lista de futuras leituras.

    Título: 90 Livros Clássicos para Apressadinhos
    Autor: Henrik Lange
    192 páginas
    Galera Record

      4 de agosto de 2010

      Misto Quente, Charles Bukowski

      "- Algum dia eu vou escrever sobre isso tudo. Estarei nas estantes das bibliotecas: Becker. Os B são muito fracos, precisam de ajuda."
       
       
      Eu li Factótum que tem como protagonista o mesmo personagem (alter ego do autor) Henry Chinaski, em Misto Quente o leitor acompanha ele da infância até a fase adulta, como disse no post de Factótum acho que a ordem não prejudicou. Henry é inconfundível:
      "Ficar bêbado era ótimo. Decidi que iria sempre gostar de me embebedar. Levava o óbvio pra longe e, talvez, se você conseguisse manter-se afastado do óbvio com frequência, não se tornaria óbvio também."
      Henry Jr (sim ele é Jr.) é o filho único de Henry e Katherine, o pai é mostrado como um homem ignorante e pobre (não apenas no sentido literal), que esta sempre preocupado em fingir ser o que não é, saí para trabalhar diariamente mesmo estando desempregado, para manter as aparências, não aceita o filho como é - o considera um fracasso total, simplesmente por que não entende o garoto. A mãe é submissa e alienada . Henry Jr. é diferente das outras crianças, demonstra desde cedo o talento como escritor - mas por não viver na esteira ... obediente ... sem questionar, acaba prejudicado e sendo mal visto pelos adultos da sua vida, claro que ele não é nenhum santo, tirou A na redação sobre a visita do presidente (em que ele nem estava presente) e tirou Zero na redação livre que desenvolveu - "A importância de não ter amigo nenhum".
      "Algum dia minha música irá começar a tocar. E quando esse dia chegar eu terei alguma coisa que eles não tem."
      Já na adolescência o Henry violento (a verdade é que ele não é bom de briga, mas tem que se defender né? fora que é muito perturbado), pirado, bêbado, bagaceiro,... o sociopata que conheci em Factótum começa a surgir e daí em diante é história ... escola, amigos, inimigos, problemas com as garotas, primeiro emprego...

      Charles Bukowski é sempre definido como um velho safado, bêbado, apostador ... e a verdade é que essa narração é cheia de palavrões, nojeiras, violência ... mas assim como tem muitos autores por aí escrevendo histórias lindas e muito mal escritas ... Bukowski escreve a verdade - simples, real, horrível e crua - mas escreve maravilhosamente bem e os poucos trechos que reproduzi aqui não fazem jus a ele. Agora você decide rssss
      "- Não existem guerras boas nem guerras más. A única coisa ruim numa guerra é perde-la. Todas as guerras tem sido lutada por uma assim chamada boa Causa de cada um dos lados. Mas apenas a Causa do vitorioso irá se tornar a Causa Nobre que figurará na história. Não é uma questão de quem esta certo ou de quem está errado, é uma questão de quem tem os melhores generais e o melhor exército!"

      Título: Misto Quente
      Autor: Charles Bukowski
      320 páginas
      Editora L&PM
      OBS: Não foi essa edição que eu li, o que peguei na biblioteca não tinha mais a capa original. ->Edição Lida:
      Circo de Letras
      Editora Brasiliense
      Ano: 1984
      Tradutor: Luís Antônio Sampaio Chagas

      2 de agosto de 2010

      A última música, Nicholas Sparks

      Eu conhecia o autor Nicholas Sparks apenas por nome e pela fama de escrever histórias românticas e tristes, o único contato que tive com suas obras até ler A última música foi ao assistir algumas das adaptações dos seus livros para o cinema (Um amor para recordar, Diário de uma paixão,...) - pela capa dessa nova obra vocês podem ver que seguiu o mesmo caminho dos outros e já tem versão em filme estrelado pela Miley Cyrus e esse cara australiano (tá não gosto de informação pela metade, de acordo com o IMDb o nome dele é Liam Hemsworth) até li por aí que o Nicholas Sparks escreveu para a Miley ou pensando nela a personagem Ronnie.

      Ronnie (nome feio né? é apelido para um nome bem melhor -> Veronica) é uma jovem de 17 anos, que até 3 anos atrás era a menina dos olhos de seus pais, além de inteligente e carinhosa era uma dedicada e talentosa pianista/musicista, infelizmente quando os pais resolveram se divorciar ela virou uma rebelde - revoltada e sem consideração (aparentemente) - ah ela abandonou qualquer plano para o futuro também. Após o divórcio ela cortou qualquer contato com o pai e vive com a mãe e o irmão - enlouquecendo os 2, agora os pais decidiram que seria bom os filhos deixarem Nova Iorque durante o verão e irem passar esses 3 meses com o pai em Wilmington (uma bela praia) na Carolina do Norte, afinal fazia anos que os filhos (Jonah que não ignora o pai) não viam o pai sem ser em curtas visitas. Agora Ronnie vai ser obrigada a encarar o pai, fugir por 3 meses é bem complicado, a idéia que passa é que para ela é mais difícil lidar com o pai pois ele decepcionou mais devido ao fato de que eram mais próximos, eram ligados pela música (Steve - o pai - também é músico, apesar de ter deixado as turnês e ido viver na sua cidade natal) . Nesse verão Ronnie vai conhecer várias pessoas é claro, como Will - que representa tudo o que ela odeia na sociedade rssss - mas principalmente vai conhecer a sua família... e aprender sobre o amor, o perdão... a vida - as vezes ela nos obriga a crescer.

      A narração é dividida em capitulos - cada um do ponto de vista de um personagem - Ronnie, Will, Steve e Marcus, sempre gostei deste tipo de apresentação e foi legal colocar um personagem secundário como Marcus para narrar, pois ele fala bem de fora do grupo. O estilo do autor é bom - é intimista e a leitura flui bem. Alguns personagens me agradaram bastante - vou comentar os principais, Jonah é um garoto divertido, intrometido mas não é chato; os pais - Steve e Kim - eles são dedicados e amam os filhos, mas não de uma maneira falsa e exagerada como acontece as vezes; Will é legal e tem uma ótima personalidade, ele não é marcante, mas isso é bom - nada de perfeição; a Ronnie dá para ver que é (ou tenta ser) uma boa pessoa, mas o lance de ser rebelde sem causa me aborreceu, achei que ela já passou da idade para isso e ela já deveria ter discernimento para superar o síndrome da geração EU - o pai dela é pianista, não parece perfeitamente normal ele querer tocar piano só por vontade ou amor a música, mas ela acha que ele toca para fazer ela voltar a tocar e até pede para o piano sumir, acorda filha ... o mundo continua existindo e girando quando tu vai dormir, mas sinceramente fora isso ela é uma boa personagem, não se acha o máximo e nem se dimínui, é decidida - não segue a maré.

      Título:
      A Última Música
      Autor: Nicholas Sparks
      383 páginas
      Editora Novo Conceito