29 de maio de 2012

Delírio, Lauren Oliver

Delírio é o primeiro livro de uma trilogia, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca, assinado pela mesma autora de – Antes que eu váLauren Oliver. 

Antes que eu vá é um livro único, um romance juvenil inteligente e profundo sobre bullying, já fiz resenha sobre ele aqui. É um dos meus livros favoritos do gênero, então estava ansiosa para ler o novo livro da autora. Fico feliz em dizer que ela superou as minhas expectativas. 

Delírio se passa nos Estados Unidos, em um futuro próximo. Nessa distopia, o amor é considerado o responsável por (quase) tudo de ruim que aconteceu no passado, é uma doença que afeta muito as pessoas, tornando-as imprevisíveis. Quarenta e poucos anos atrás, a cura da deliria nervosa finalmente foi encontrada e todos os cidadãos devem passar por um procedimento cirúrgico aos 18 anos – idade em que os riscos da cirurgia diminuem consideravelmente – para finalmente estarem fora de perigo. Além da aplicação da cura, as pessoas são controladas tem sua vida facilitada por várias regras; os meninos e meninas estudam em escolas separadas e praticamente só tem contato com familiares e outras pessoas curadas até o dia da cura. Aos 18 anos a vida da pessoa muda muito, um parceiro compatível deve ser escolhido de uma pequena lista pré-determinada, o jovem termina a escola e passa por uma avaliação para ser decidido o seu futuro acadêmico, se for bem, vai para a universidade ou pula essa etapa, recebe a cura (o que também acontece com o universitário) e se casa com o parceiro selecionado. Os não-curados, por serem vulneráveis, tem toque de recolher e são cuidados de perto pelos responsáveis.
A fronteira dos Estados Unidos foi fechada completamente, ninguém entra ou saí do país, pois o resto do mundo sofre com uma epidemia de deliria nervosa, eles não tem a cura, ou seja, estão condenados. As cidades também são fortemente cercadas, e existe toda uma burocracia para sair da sua cidade ou estado. O motivo disso, é que apesar das fronteiras fechadas, no próprio país, existem Simpatizantes – pessoas que vivem em sociedade e fingem concordar com as regras, e Inválidos – que nasceram nas florestas ou fugiram para lá antes de receber a cura. Essas pessoas, quando capturadas, são mortas ou presas sem direito a nada.

Acho que situei como funciona o “mundo” do livro, por ser o 1º de uma trilogia, a autora apresenta e descreve bem os elementos dessa realidade, como as pessoas são controladas poupadas de maiores dificuldades, gosto muito da forma como ela escreve, mesmo com a introdução de tudo, não ficou chato ou lento.
“O Dia da Avaliação é um rito de passagem emocionante, que o prepara para um futuro de felicidade, estabilidade e parceria.” [pág. 21]
- Sabe que não é possível ser feliz a não ser que às vezes se sinta infeliz, certo? [pág. 24]
A narração em primeira pessoa é feita por Lena, de 17 anos, ela teve uma vida turbulenta, comparada a das outras garotas e ao que o governo deseja que seja o padrão. O pai dela morreu, ela e a irmã mais velha foram criadas pela mãe até o início de sua infância, acontece que a mãe nunca respondeu bem a cura, passou pelo procedimento três vezes e continuou infectada pela doença, que a levou a morte. Então Lena e a irmã Rachel foram morar com os tios, acontece que sua irmã também ficou doente antes da cura, felizmente com ela a cirurgia funcionou e agora já esta casada e calma. Lena esta contando os dias para receber a cura, ela tem muito medo do seu passado, ainda lembra-se do comportamento estranho... amoroso... da mãe. A narradora é diferente, ela não é uma beldade, nem uma mente brilhante – ela não é exagerada – para o bem ou mal.  Apesar de estar sempre pensando em mil coisas sobre o governo, a cura, e o passado, ela tenta ao máximo fazer tudo direitinho, não chamar a atenção, para ser bem avaliada e casada. O que mais deseja é receber logo a cura e deixar para trás tantas dúvidas e lembranças. É isso o que a cura faz, ela te acalma, os curados não tem desejos/sentimentos intensos.
Claro que algo precisa tirar Lena dos trilhos para dar continuidade à trama, primeiro - sua melhor amiga Hana, começa a ficar inquieta com as mudanças e resolve aproveitar ao máximo o tempo que resta, mesmo que para isso precise quebrar algumas regras, indo a locais não autorizados e frequentando festas clandestinas. E depois, surge um cara, Alex – um personagem excelente, cheio de vida e ideias, um alivio – sem excessos. Hana, Alex e outras figuras fazem Lena questionar sobre tantas imposições do governo, sobre o tão temido ... amor. Talvez a dor do amor seja melhor do que uma vida inteira de nada, de indiferença.

O enredo por si é bem consistente, achei ótimo como a autora incluiu fatos e algumas tramas famosas da literatura de forma coerente e que complementam e enriquecem bastante a narração. É legal quando os livros ganham destaque nas narrações – aqui o livro do ShhhSuma de hábitos, higiene e harmonia – mostra o valor, a força dos livros, essa leitura obrigatória esclarece os perigos do deliria.
Algo que me incomodou um pouco, do inicio até o meio, foi Hana – ela é a melhor amiga, nem tão amiga, que precisa menosprezar ou ter uma amiga “mais ou menos” para sentir-se melhor, o que é ridículo, afinal ela é linda e maravilhosa, a corajosa e rebelde que acaba dando o empurrão necessário na outra. Não é bem a personalidade dela que me incomoda, ou a da outra que aceita levar na cabeça, mas sim, essas “melhores amigas” que precisam se esforçar mais para serem chamadas de ... melhores. Igual, isso não atrapalha a narração de forma alguma, Hana não é chata e até agita bastante as coisas.
A ideia do amor como uma doença é tão fácil de visualizar, e achei bem original, foram lançadas várias distopias com núcleo jovem no último ano, ainda assim, Delírio deve se destacar, pois a autora sabe trabalhar muito bem os sentimentos, ela sabe tocar onde dói, o leitor (eu pelo menos) vai tirar algo daí, e isso nem todos conseguem. Esse livro é recomendado, pode agradar jovens e adultos.
Chegou ... Delírio <3 on Twitpic 
Edição: A versão brasileira ficou muito bonita, a capa é brillhosa/metalica e de tom esverdeado. O miolo é de folhas amareladas. Antes de cada capítulo tem uma citação, algumas do Shhh.

Título: Delírio
Original: Delirium
Autora: Lauren Oliver 
Tradução: Rita Sussekind
336 páginas
Intrínseca
Trilogia Delírio:
  • Delírio
  • Pandemônio
  • Requiem (lançamento nos EUA em 2013)

21 de maio de 2012

Fragmentos do Inferno, vários autores

“Fragmentos do Inferno não é um livro de contos.

E o que é?

Uma novela. Daquelas de mistério, que não se compreende por fragmentos, onde não se pode piscar e o conjunto é o que nos leva ao mordomo. E, neste caso, o mordomo só poderá ser identificado pela arcada dentária.
Suba as escadas desse edifício e vá seguindo o caminho que os autores prepararam para você nesta novela coletiva, temperada com estilos tão diversos quanto às matizes da tinta a óleo derretendo no calor, os timbres dos gritos, as vidas na gigalópole. E não se esqueça: mantenha-se hidratado e leia os Fragmentos do Inferno na sequência, porque este não é um livro de contos, é um caminho sem volta”.

Claudio Brites
Não costumo acrescentar a sinopse que vem no próprio livro, mas essa eu gostei muito, ela é instigante e dá uma boa ideia sobre como é a obra.  A capa do livro me fez pensar direto em histórias de terror, monstros vindos do inferno. Mas depois de ler sobre o projeto e perguntar por aí rsss vi que estava enganada, não é uma história de terror.

Fragmentos do Inferno traz diversos contos que apresentam um evento, o incêndio de um prédio antigo – o Santa Eulália – ele fica em uma área pobre, decadente do Centro de São Paulo. Cada autor, cada conto - mostra a história dos moradores de um apartamento. A trama vai sendo construída aos poucos, - quem é quem, como cada um afeta a vida do outro, o incêncio. O leitor conhece as personagens de acordo com a vontade do autor, cada conto é sob um ponto de vista, então podemos saber o que as pessoas pensam umas das outras. Apesar dos diferentes estilos dos autores, seus textos se complementam bem – o projeto foi bem feito, a narração é toda desenvolvida em conjunto.
O incêndio, por si, já é um elemento bem forte para manter um enredo, mas as relações entre os vizinhos, como eles se mostram e como realmente são – é sem dúvida a melhor parte da obra, os moradores são umas figuras, alguns até me lembraram de vizinhos que já tive, mesmo que a pessoa tivesse uma vida bem comum, às vezes ela parece tão misteriosa que você até imagina uma vida fantástica para ela. Os moradores do Santa Eulália são os responsáveis por todo o mistério, tem muito intriga como em qualquer vizinhança, fora que esse incêndio precisa ter começado de alguma maneira.
Estilo... puxa difícil comentar estilo com tantos autores, ainda mais por que não pretendo comentar cada conto. Então vou comentar alguns contos que marcaram mais, primeiro o o do apto 21O som do medo - por ter plantado dúvidas sobre o que era real (ou não) naquele dia.
“Chorava por ser incapaz de fazer qualquer outra coisa. Chorava por recordar os fragmentos do inferno que era a sua vida.” [pág. 51 – O som do medo]
O do apto 22Sob os olhares da moça - por causa das personagens, um casal de trambiqueiros bem loucos. O do apto 62Cuspindo Aranhas - pois o texto, tudo, despertou interesse em buscar outros trabalhos do autor. E o que chamou atenção por destoar dos outros, ele foge o tom da novela, é o apto 32Cinzento pôr do sol, ele puxa mais para uma conversa interna.
De modo geral, achei os contos bem colocados, claros, sem dificuldades de acompanhar a progressão. Algo muito bom no fato de serem contos é que tem acontecimentos importantes em todos eles, e ficam abertas várias possibilidades até o final, claro que alguns apartamentos/personagens eram mais esperados que outros.
Uma coisa que fiquei pensando foi ... imagina o exercício de desprendimento para deixar outro autor decidir o futuro do seu personagem, ou talvez os autores tenham chegado a uma conclusão em conjunto sobre isso, ou o desfecho estava pronto quando cada um foi escrever o seu conto. Não sei.

Bem ... foi uma leitura ótima, o incêndio e os vizinhos são temas bem curiosos, especulei muito durante todo o processo, foi diferente de tudo o que já li. Recomendo que leiam o livro todo de uma vez, não digo em um só dia, mas direto, não um conto hoje e outro no próximo mês, tem vários detalhes sobre os moradores de cada apto que estão nos outros contos. Adorei o desfecho – é bem amarrado e o formato ficou demais, é feito como uma notícia de jornal, apresentando a tragédia.
Portanto é uma trama de suspense e mistério bem legal e estranha, a linguagem é acessível e prende a atenção, só aviso que tem conteúdo forte – comportamento duvidoso, uso de drogas, prostituição.

Edição: Já comentei antes o capricho nos livros da Editora Estronho. O papel é reciclado, de ótima qualidade. Tem detalhes nos cantos das páginas, como se elas tivessem queimado, e cada conto tem uma página “em chamas” com título e apresentação do autor. Vejam as fotos no post.

Título: Fragmentos do Inferno
Organização: Rober Pinheiro e Sumaya Sarran

Contos & Autores:
  1. Apto. 41 | Ignácia, Tiago Toy
  2. Apto. 42 | E livrai-nos do mal, Georgette Silen
  3. Apto. 21 | O som do medo, Juliano Sasseron
  4. Apto. 22 | Sob os olhares da moça, Ruano Berenguel
  5. Apto. 61 | Heróis modernos: os monges, Valéria Telles
  6. Apto. 62 | Cuspindo Aranhas, Eric Novello
  7. Apto. 31 | No pulo do gato, Everaldo Stelzer
  8. Apto. 32 | Cinzento pôr do sol, F. S. Pellicer
  9. Apto. 52 | Tote, Claudio Parreira
  10. Apto. 11 | Entre páginas, Sumaya Sarran
  11. Apto. 12 | As sete voltas do colar de Xangô, Rober Pinheiro
  12. Na banca de jornal: Tribuna Central, Romeu Martins
160 páginas 
Editora Estronho
Nota:

20 de maio de 2012

Monstros Invisíveis REMIX - Chuck Palahniuk

Olá leitores!

Estava pesquisando sobre alguns autores e vi uma notícia interessante no site oficial do Chuck Palahniuk (autor de Clube da Luta, Assombro, Sobrevivente e outros). O romance, Monstros Invisíveis, lançado no Brasil em 2009 pela Editora Rocco, será relançado nos Estados Unidos no dia 11 de Junho em capa dura. Ele é o único livro dele que não tinha sido lançado nesse formato ainda. Mas a maior novidade é que não é um simples relançamento, segundo os responsáveis pelo livro, na editora WW Norton, é uma versão atualizada, remixada, com novos capítulos e elementos.  Segue a apresentação da editora:
Pela primeira vez em capa dura, uma expandida, radicalmente remodelada "versão do diretor" de um dos romances de Chuck Palahniuk.
Injetada com material novo e elementos com design especial, Monstros Invisíveis Remix completa a visão original para o romance de 1999, transformando uma ousada sátira a beleza e a indústria da moda em uma experiência ainda mais extrema e única de leitura. A modelo, a protagonista, tem tudo - namorado, carreira, melhor amiga leal - até um acidente destruir o seu rosto, sua habilidade de fala, e sua autoestima. Chega Brandy Alexander, Rainha Suprema, uma operação de distancia para se transformar em uma mulher de verdade.
Agora com novos capítulos de memórias e cenas adicionais com os personagens do livro. Leitores irão saltar entre os capítulos, reler o livro para compreender a mistura entre ficção e realidade, e decifrar o "divertido" design do livro, embarcando em uma viagem que eles nunca vão esquecer.

Nova capa
Será que essa versão será lançada aqui??? [tomara]

Site oficial do autor - The Cult

14 de maio de 2012

Sinal e ruído, Neil Gaiman + Dave McKean


Esse graphic novel é o meu primeiro contato com esse tipo de trabalho do Neil Gaiman, e primeiro contato geral com Dave McKean. Roteirizado por Gaiman e Ilustrado por McKean, Sinal e Ruído, é um projeto de volume único que marca o inicio de uma parceria entre os dois artistas. Publicado primeiro em uma revista em 1989, anos depois a história foi revisada e expandida até virar esse livro de 96 páginas.

Na obra, antes da história em si, o leitor tem acesso a um conteúdo extra que muito me agradou. A introdução da edição original por Jonathan Carroll, comentários de Neil e Dave e três histórias curtas:

Destrua - um recorte e cola, uma das três histórias curtas que levaram a solicitação de sinal e ruído, reflete um pouco sobre 1984, George Orwell.

Desconstrução - é uma poesia, a imagem e o texto são trabalhados juntos - de forma literal - a palavra caindo ... caindo de verdade, é sobre inspirações e conexões.

Fronteiras - é um texto sobre o Muro de Berlin, sobre muros visíveis e invisíveis.

Além disso, entre os capítulos eles deixaram textos aleatórios, que [pelos comentários] para alguns críticos – são uma baboseira sem sentido e para outros - a parte mais importante da obra. Eu gostei deles, alguns achei bem interessantes, poéticos e significativos e outros loucos e sem sentido mesmo [rsss].
(acho que ele é ator. Em Hollywood, até o sujeito que limpa a sua piscina é ator. O homem que entrega o seu exemplar da Variety é ator. Acho que não sobrou nenhuma pessoa de verdade lá.)
Sinal e Ruído é sobre um diretor de cinema que descobre que esta com câncer, ele tem pouco tempo de vida. Isso além de assustador e deprimente atrapalha os seus planos, ele estava pronto para iniciar uma nova produção, a sua obra prima – a história de um grupo de personagens aguardando a vinda do apocalipse em 999 d.C. Agora sem tempo suficiente para completar o trabalho, ele o inicia assim mesmo, em sua mente, ele cria uma sessão exclusiva para o leitor.

Antes de comentar mais, devo avisar que não sou leitora habitual de quadrinhos e a minha opinião sobre o Neil Gaiman é um pouco afetada pela admiração que sinto por ele.
Achei a história excelente, as ilustrações são lindas e bizarras, o filme é um pouco louco, mas estranhezas a parte, tem algo de muito humano no protagonista e (por consequência) na trama, e não apenas pelo fato dele estar morrendo e isso tornar mais fácil a identificação, criar um laço de simpatia ou emocionar, mas as suas reflexões e medos – por exemplo, o lance de aquela ser a sua obra prima, é tão realista considerar o seu melhor trabalho exatamente aquele que nunca será finalizado, afinal é assim com tudo que apenas idealizamos. Como aquela pessoa que você ama/amou, mas nunca teve uma relação real, é perfeito, pois nunca teve a chance de ser estragado pelas pessoas. Outro exemplo, a decisão de continuar o projeto – mesmo que de forma interna, ignorando qualquer conversa sobre a doença e seu tratamento, não poderia ser mais verdadeiro. A negação.
Então além de acompanhar o filme estranho (e genial), a vida do diretor acrescenta várias camadas de elementos à narração. As ilustrações marcam bem o tom de cada momento, são realmente belas e coerentes com o texto, é uma obra bem polida.
A Edição: A minha edição é a "especial", comprada no Submarino. A capa é mole – como os livros brochura - e sem abas. O papel das páginas é de boa qualidade, não esta especificado o tipo.

Algo que me incomodou foi o tamanho da fonte em alguns momentos, ela aparece de tamanhos diferentes e em algumas partes com fundo escuro e sem balões - a fonte ficou pequena e fina, dificultando a leitura.

Título: Sinal e ruído
Original: Signal to noise
Roteiro: Neil Gaiman
Arte e Design: Dave McKean
Tradução: Alexandre Boide
96 páginas
Largura: 21,5 cm - Altura: 29,5 cm
Conrad
Nota:

5 de maio de 2012

Rocco anuncia novo livro de Irvine Welsh

Irvine Welsh é um dos meus autores favoritos, dele já li: Trainspotting, a continuação Pornô, As revelações picantes dos grandes chefs, Crime e SE VOCÊ GOSTOU DA ESCOLA VAI ADORAR TRABALHAR. Todos lançados no Brasil pela Editora Rocco, os muitos outros livros dele ainda estou aguardando o lançamento. Já tentei ler no original, mas as gírias e expressões escocesas dificultam muito, tenho dois livros dele em inglês - Ecstasy e Glue - apesar das tentativas (com dicionários) - as leituras nunca fluiram por causa de diversas palavras/expressões estranhas em cada página. Portanto o lance é esperar.

A Rocco anunciou essa semana o lançamento de um livro dele para esse mês: Reheated Cabbage - na tradução: Requentando Repolhos
Fiquei super feliz com a novidade, a arte da capa escolhida para edição brasileira foi a da versão em capa dura, a outra opção (paperback) é bem parecida:
Agora é só aguardar chegar nas lojas. \o/

Espero que o próximo lançamento dele aqui seja Skagboys, lançado agora no dia 19 de Abril, traz a história dos garotos, antes de Trainspotting, dizem que é seu melhor livro.
Sinopse da Vintage Books:
Um prequel (tipo um A Origem, história que veio antes) para o mundialmente renomado Trainspotting, este é o melhor trabalho de Irvine Welsh e onde tudo deu errado para os garotos...

Mark Renton tem tudo: ele é bonito, jovem, com uma namorada bonita e uma vaga na universidade. Mas não existe lugar para ele nos anos 80. O governo de Thatcher esta destruindo as comunidades de classe trabalhadora em toda a Grã-Bretanha, e as certezas do pós-guerra de emprego, oportunidades educacionais e um estado de bem-estar já eram. Quando sua família começa a desmoronar. A vida de Mark foge de controle, ele sucumbe ao derrotismo que tomou conta das áreas mais sombrias de Edimburgo. A saída é a heroína.

A situação não é melhor para os seus amigos. Spud Murphy é mandado embora do seu emprego. Tommy Lawrence sente que esta sendo sugado para uma vida de pequenos crimes e violência – o mundo dos roubos de Matty Connell e do psicótico Franco Begbie. Apenas Sick Boy, o manipulador supremo do sexo oposto, parece estar seguindo o seu caminho, se adaptando rapidamente a nova realidade.

Skagboys mostra a jornada deles pelo vicio em heroína, realidade que inundou sua decadente comunidade. Esses são os anos 80: uma época de drogas, pobreza, AIDS, violência, conflitos políticos e ódio - mas um monte de risos, e talvez apenas um pouco de amor, uma década que mudou para sempre a Grã-Bretanha. Este é um livro emocionante e comovente, cheio do humor escabroso, vernáculo salgado e comportamento terrível que fez Irvine Welsh um nome familiar.

1 de maio de 2012

Resultados: #Sorteio de Emergência & Aniversário de 3 anos do blog

Bom dia Leitores!

Agora o resultado do sorteio do livro - Emergência, Neil Strauss - para quem não lembra, as regras de participação estão no post da promoção [o resultado aparece lá também]. 

E o(a) sortudo(a) é ....
Parabéns Priscilla!!
 
Agora os vencedores da promoção [#Sorteio] 3 anos de Blog [Ex-Livraria Outubro] Concentrófoba.
 
Como são 5 prêmios, eu vou sortear no sistema do Rafflecopter, o 1º sorteado - ganha a sua 1ª escolha, o 2º sorteado - ganha a sua 1ª escolha diferente do 1º ou o próximo Kit (caso não tenha preferência) e assim vai ... - até acabarem os prêmios. Para quem não lembra, as regras de participação estão no post da promoção [o resultado aparece lá também].
 
1º sorteado(a)
Parabéns Gabriele
Você ganhou a sua 1ª opção - Kit 1 | Um exemplar autografado de João & Maria, Marcos Bulzara e Ana Paula Bergamasco + 2 marcadores
 
2º sorteado(a)
Parabéns Ednelson
Você ganhou o Kit 2 | A mulher mais linda da cidade & outras histórias, Charles Bukowski + Fábulas Chinesas, Sérgio Capparelli & Márcia Shmaltz - da Coleção 64 páginas + 2 marcadores
 
3º Sorteado(a)
Parabéns Lorraine
Você ganhou a sua 2ª opção [Kit 3| it: Livretos + Bottons + Marcadores]

4º Sorteado(a)
Parabéns Marcio
Você ganhou o Kit 4 | DVD Choke
 
5º Sorteado(a)
 Parabéns Amanda Cristina
Você ganhou o Kit 5 | DVD Diário de uma paixão

Será enviado um email para cada a vencedor, que terá até 5 dias para responder com seus dados para envio.
 
Os prêmios serão enviados em até 30 dias.