Carolina
é uma garota de 13 anos, ela vive em Roma com os pais e os dois irmãos. O mais
velho, Giovani – ou Rusty James como ela o chama, é a pessoa mais próxima a ela
em casa, eles são muito amigos e tem personalidades compatíveis, curtem arte e
querem aproveitar ao máximo tudo na vida. Ela também tem grande admiração pela
mãe e os avós. Bem diferente da relação que tem com a irmã Alessandra e o pai,
é claro que se gostam, mas a convivência é difícil.
Carol
esta terminando o que seria o ensino fundamental e sua vida social esta cada
vez mais agitada. Ela tem duas amigas próximas – Clod e Alis – com quem saí
quase diariamente. O resto da turma até que é bem unida também, com algumas
exceções, mesmo fora da escola frequentam as mesmas festas e lojas.
A
narração em primeira pessoa começa com um importante dia na vida de Carol – daí
com 14 anos, ela vai encontrar o namorado, decidida a dar o próximo passo na
relação, só que antes ela precisa contar ao leitor como tudo chegou a esse ponto.
Então ela volta um ano para mostrar como tudo começou. A partir daí a trama é
dívida em meses, no início de cada capítulo Carolina faz um resumo dos
acontecimentos e responde um questionário para depois contar o que considera
relevante para o andamento da história.
Durante
esse ano na vida da adolescente acompanhamos o que aconteceu nas férias, a
rotina escolar, as amizades [e inimizades], a relação com a família,
brincadeiras, festas,... e claro, quando Carolina finalmente se apaixona.
Bem, preciso dizer que não gostei muito da leitura, não acho que seja um livro ruim, inclusive depois vou comentar o que considerei os pontos positivos, mas com certeza não faço parte do público alvo. O principal motivo disso, é que estranhei muito acompanhar essa exploração física e sentimental de uma personagem tão novinha. A maior parte da narração é Carol buscando e vivendo experiências novas, e as descrições desses acontecimentos foram bem estranhas [não sei que outra palavra usar] de ler, mesmo podendo identificar as situações com o meu eu de 13 anos, pois é bem realista, atualmente não é algo que me interesse ler e /ou relembrar. Outro ponto, é a parte de se apaixonar, pelo título esperava que a garota logo se apaixonasse perdidamente ou que ela se apaixonasse toda semana, e não foi assim, boa parte da narração é Carol em uma espécie de corrida, competição – não literalmente – para fazer o máximo possível de coisas. Demora um bom tempo para ela se apaixonar de fato, e até lá – em sua jornada de descobertas, ela não parece que aproveita o momento, nem com os garotos, os amigos ou a família. Ela esta em atividade com alguém agora, já pensando no que vai fazer depois. O que também pode ser visto como algo bem coerente, essa sensação de urgência, de qualquer maneira, não é o que esperava.
O texto é bem informal e marcado pelos sentimentos da personagem, a narradora é bem opinativa e confiante, mesmo tão nova e em uma idade difícil, de transição – ela é forte e tem atitude. Ela mostra o seu lado bom e mal. Os personagens são muito bem construídos e desenvolvidos. Você sabe mesmo como são e o que esperar deles. As dinâmicas familiares e entre as amigas são muito boas. O avô e avó roubam um pouco a cena, são uns amores. Entre alguns capítulos, têm textos com o ponto de vista dos familiares sobre Carol e um pouco de cada um, isso acrescentou bastante à trama, pois daí é possível saber o que a narradora não entende ou não dá valor ou atenção. As relações com os amigos são bem reais, alguns são menosprezados, as amigas que não são tão amigas, a rivalidade, as escolhas individuais e em grupo.
Bem, preciso dizer que não gostei muito da leitura, não acho que seja um livro ruim, inclusive depois vou comentar o que considerei os pontos positivos, mas com certeza não faço parte do público alvo. O principal motivo disso, é que estranhei muito acompanhar essa exploração física e sentimental de uma personagem tão novinha. A maior parte da narração é Carol buscando e vivendo experiências novas, e as descrições desses acontecimentos foram bem estranhas [não sei que outra palavra usar] de ler, mesmo podendo identificar as situações com o meu eu de 13 anos, pois é bem realista, atualmente não é algo que me interesse ler e /ou relembrar. Outro ponto, é a parte de se apaixonar, pelo título esperava que a garota logo se apaixonasse perdidamente ou que ela se apaixonasse toda semana, e não foi assim, boa parte da narração é Carol em uma espécie de corrida, competição – não literalmente – para fazer o máximo possível de coisas. Demora um bom tempo para ela se apaixonar de fato, e até lá – em sua jornada de descobertas, ela não parece que aproveita o momento, nem com os garotos, os amigos ou a família. Ela esta em atividade com alguém agora, já pensando no que vai fazer depois. O que também pode ser visto como algo bem coerente, essa sensação de urgência, de qualquer maneira, não é o que esperava.
O texto é bem informal e marcado pelos sentimentos da personagem, a narradora é bem opinativa e confiante, mesmo tão nova e em uma idade difícil, de transição – ela é forte e tem atitude. Ela mostra o seu lado bom e mal. Os personagens são muito bem construídos e desenvolvidos. Você sabe mesmo como são e o que esperar deles. As dinâmicas familiares e entre as amigas são muito boas. O avô e avó roubam um pouco a cena, são uns amores. Entre alguns capítulos, têm textos com o ponto de vista dos familiares sobre Carol e um pouco de cada um, isso acrescentou bastante à trama, pois daí é possível saber o que a narradora não entende ou não dá valor ou atenção. As relações com os amigos são bem reais, alguns são menosprezados, as amigas que não são tão amigas, a rivalidade, as escolhas individuais e em grupo.
Algo
bem curioso foi o lance dos minicarros e das vespas, eu não sabia que na Itália
os jovens podem dirigir a partir dos 14 anos, os modelos liberados, tem um
limite X de velocidade. Assim mesmo, é diferente, eles já parecem ter bem mais
liberdade para idade em geral e ainda podem dirigir, e não só podem, como
ganham seus minicarros ou vespas.
As
referências, a Carol é bem ligada a cultura pop, gosta bastante de música, e
comenta constantemente a sua lista de músicas, sempre combinando com o estado
de espírito. Alguns filmes são citados também, e livros – ela frequenta uma
livraria, e lá conversa com um vendedor sobre literatura, inclusive sobre os
outros títulos do Federico Moccia, essa parte é engraçada, pena que não li os
outros títulos para pegar todo o tópico da conversa. Portanto, acho que é isso,
comentei o ruim e o bom, indicaria a leitura para um público mais jovem, de
idade mais próxima a da Carolina, ou quem não se incomodar com os pontos que
citei.
Título: Carolina se apaixona
Original: Amore 14
Título: Carolina se apaixona
Original: Amore 14
Autor: Federico Moccia
Tradução: Regina Cony
400 páginas
Planeta
Planeta










